A luz que atravessa as lentes e é capturada pela câmera cria imagens de momentos únicos.

Então estes momentos tornam-se especiais, pois ganham eternidade.

Isto é fotografia.

Viagens

Notre Dame de Paris

Notre Dame de Paris by Tedd Santana

A Catedral de Notre-Dame de Paris é uma das mais antigas catedrais francesas em estilo gótico. Iniciada sua construção no ano de 1163, é dedicada a Maria, Mãe de Jesus Cristo (daí o nome Notre-Dame – Nossa Senhora), situa-se na praça Parvis, na pequena ilha Île de la Cité em Paris, França, rodeada pelas águas do Rio Sena.
A catedral surge intimamente ligada à ideia de gótico no seu esplendor, ao efeito claro das necessidades e aspirações da sociedade da altura, a uma nova abordagem da catedral como edifício de contacto e ascensão espiritual.
A arquitectura gótica é um instrumento poderoso no seio de uma sociedade que vê, no início do século XI, a vida urbana transformar-se a um ritmo acelerado. A cidade ressurge com uma extrema importância no campo político, no campo económico (espelho das crescentes relações comerciais), ascendendo também, por seu lado, a burguesia endinheirada e a influência do clero urbano. Resultado disto é uma substituição também das necessidades de construção religiosa fora das cidades, nas comunidades monásticas rurais, pelo novo símbolo da prosperidade citadina, a catedral gótica. E como reposta à procura de uma nova dignidade crescente no seio de França, surge a Catedral de Notre-Dame de Paris.
Fonte: pt.wikipedia.org/wiki/Catedral_de_Notre-Dame_de_Paris

La Belle Paris

.: 19 de Agosto – Dia Mundial da Fotografia :.

Creio que chamam Paris de “Cidade Luz” pela sua iluminação noturna e pelo brilho extraordinário emitido pela Torre Eiffel com seu tão arrojado sistema de luzes.

Mas há outra luz que encanta em Paris. A luz do dia. A luz que tudo revela, que põe à mostra os detalhes de sua arquitetura e séculos de história. E foi esta luz a que mais me acompanhou durante minhas caminhadas e passeios de bicicleta para fotografar Paris.

Em cada esquina, cada rua e edifício, sempre algo merecedor dos segundos preciosos que são necessários para ajustar o equipamento, apontar e disparar. E nos segundos seguintes, a internalização da expectativa do resultado, que somente será revelado nos momentos prazerosos de edição.

Ah sim, faço edição de minhas fotos. Já superei a fase onde se pensa que a bela fotografia é aquela onde a imagem resultante é a mais fiel possível à realidade. Felizmente superei, e hoje corto, desfoco, ajusto saturação, brilho, contraste e até mudo as tonalidades e cores. E o resultado? Bem, é aquele que me faz passar mais tempo apreciando a fotografia que o tempo que passei olhando o que foi fotografado.

Isso é fotografia. Pois fotografia tem que ser capaz de nos tirar da realidade para ver somente o que está aprisionado entre os quatro cantos daquele retângulo. Mesmo que por uma fração de segundos. E neste tempo ínfimo ou longo, gerar pensamentos e emoções. E assim a luz que foi congelada no momento do clique terá cumprido tão bem o seu papel de representar o assunto retratado.

E aqui estão algumas das fotos de Paris. Outras podem ser vistas em http://www.flickr.com/search/?w=56601967@N00&q=paris

Rio Sena

Estátua na ponte Alexandre III

Arc de Triomphe du Carrousel

Palais du Louvre

Pirâmide Invertida - Museu do Louvre

RPPN Mata da Serra – Mata Atlântica Preservada

Muito se fala sobre preservação nos tempos atuais. Nas escolas, nos grupos sociais, talvez até mesmo em conversas entre marido e mulher após uma boa relação na cama. O assunto nunca esteve tão em moda. Afinal falar sobre isso não custa nada e até ajuda na mudança dos valores da sociedade. Mudança lenta diga-se de passagem.

Porém muito melhor do que falar é agir em prol desta causa. Mas justo aí está a primeira grande barreira: o que eu posso fazer? Responder esta questão e superar a barreira – de fato – é diferente para cada um de nós. Então não vou aqui dar dicas ou conselhos sobre isso. Pois eu mesmo ainda estou ensaiando a forma ou formas para superar a minha barreira.

No entanto vale conhecer o que outros fizeram e tiveram sucesso, mesmo que as condições que lhes foram favoráveis não sejam as mesmas para você. Não se trata de “copiar” e sim “se inspirar” e acreditar que é possível dar a sua contribuição para a preservação da biodiversidade, dos ecossistemas que são tão importantes para a manutenção da existência de nossa própria espécie neste planeta azul.

Em julho de 2010 visitei a localidade de São Benedito em Vargem Alta, no interior do estado do Espírito Santo. Lá encontrei áreas remanescentes de mata atlântica e muita beleza natural. Era um final de tarde quando cheguei à RPPN Mata da Serra e fiquei encantado com a paisagem: mata densa, riacho, cachoeiras e uma luz avermelhada anunciando o crepúsculo. Saí do carro com minha câmera em punho e dei meus primeiros cliques ali, na estrada mesmo. Somente depois de saciada minha fome por imagens é que entramos no sítio e desembarcamos nossas coisas.

Uma RPPN – Reserva Particular do Patrimônio Natural – é uma unidade de conservação privada, reconhecida pelo poder público, gravada com perpetuidade a partir de um ato voluntário do proprietário da área. Seu objetivo principal é conservar a diversidade biológica. Portanto o proprietário que abre mão da exploração agropecuária ou imobiliária de áreas de matas e cria uma RPPN contribui de forma extremamente importante para a conservação dessas áreas no Brasil.

A RPPN Mata da Serra é o fruto do esforço de dois irmãos – João Luiz Madureira Junior e Luiz Renato Madureira – que fizeram sua parte para preservar 14 hectares de mata nativa garantindo sua existência para as gerações futuras.

Minha estadia no local encerrou-se no dia seguinte, mas não sem antes percorrer diversas trilhas e tirar dezenas de fotografias. Uma experiência gratificante que compartilho com vocês em fotos e vídeo.

Álbum de fotos: http://picasaweb.google.com.br/TeddSantana/RPPNMataDaSerra

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=SB7vnZBUD4A]

Mais informações em http://www.caminhadasetrilhas.com.br/rppnmatadaserra

Veja como chegar em http://bit.ly/d8znZJ (necessário ter o Google Earth Plugin)

Terceira Subida ao Pico da Bandeira

Sábado, 26 de setembro de 2009. Céu limpo, temperatura agradável e cinco aventureiros a bordo de um carro com destino ao Parque Nacional do Caparaó. A viagem já foi uma aventura por si só com direito a atoleiro e uma a visão maravilhosa da serra do Caparaó com o Pico da Bandeira se destacando.

Serra do Caparaó com o Pico da Bandeira

Serra do Caparaó com o Pico da Bandeira

Atolados

Chegamos ao parque já no início da noite e com a temperatura caindo bastante. Agasalhos vestidos e acampamento montado foi a hora de preparar o rango para garantir as calorias para a subida da madrugada que vinha. Isso tudo a luz de lanternas ou no escuro mesmo, como convinha a cada um. Por ser veterano nessa subida eu já sabia exatamente como seria o dia seguinte. Já Francisco, Aileen, Henrique e Everton eram só empolgação e aquela ansiedade que o desconhecido gera. Fomos dormir sabendo que logo no início da madrugada teríamos que acordar, se quiséssemos ver o sol nascer sentados no Pico da Bandeira.

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[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=GlI_mg-sjXo]

Uma e meia da manhã. Frio, muito frio. Por um instante reluto em abandonar meu saco de dormir. Mas foi só por um instante. Me aprontei dentro da barraca para não ter que encarar um frio maior ainda do lado de fora. Roupas e agasalhos, luvas e gorro e eu estava pronto para sair e incentivar os outros a fazer o mesmo.

Trecho 1


Os preparativos para a saída demoraram um pouco mais do que eu havia previsto e somente às 2 horas e 28 minutos nos embrenhamos pela trilha que deixa o acampamento da Casa Queimada e sobe em direção à Pedra das Duas irmãs. Apesar de ser um trecho curto, a subida logo no início enquanto nossos corpos ainda não se adaptaram à caminhada torna-se exaustiva. Depois de várias paradas para normalizar a respiração ofegante e tirar alguns itens de vestimenta chegamos ao ponto próximo da Pedra das duas Irmãs onde a trilha vira para a esquerda e o terreno fica quase plano. Foram 45 minutos para andar 1,1 km e subir 234 metros.

Dica

Um dos erros mais comuns dos novatos é permanecer com toda a roupa que vestiram antes de sair durante a caminhada na trilha. No início a temperatura corporal está um pouco mais baixa e o frio precisava ser controlado. Porém, durante a caminhada a temperatura corporal aumenta e o corpo começa a produzir suor para resfriá-lo. Nesta situação o excesso de roupas causa dois problemas: impede que a temperatura corporal baixe e faz com que o suor produzido fique acumulado. Durante paradas mais longas ou no final do trajeto as roupas úmidas farão com que o calor do corpo se perca rapidamente para o ambiente. Em casos extremos pode levar à hipotermia. É muito importante manter suas roupas secas o tempo todo.

Trecho 2


No trecho seguinte alcançamos velocidades de até 5 km/h e recuperamos parte do tempo gasto no trecho anterior. Mas o percurso foi curto e rapidamente chegamos a outro trecho mais íngreme. Conseguimos avançar mais 1,3 km mas subimos apenas 158 metros.

Trecho 3


Os primeiros sinais do nascer do dia já podiam ser vistos à leste enquanto percorríamos o penúltimo e mais íngreme trecho. A trilha também ficara mais perigosa e tivemos que aumentar nossa atenção aos obstáculos no caminho. Ao final estávamos no Pico do Calçado e o sol iria nascer em poucos minutos. Foi mais 1,03 km de avanço, 264 metros de subida e 2 horas e meia de duração total. O tempo não seria suficiente para chegarmos ao Pico da Bandeira então optamos por esperar o nascer do sol ali mesmo. A turma estava fascinada com a paisagem, o mar de nuvens e o risco avermelhado na linha do horizonte. Em um certo momento Francisco e Aileen, que são namorados, estavam juntinhos e imóveis, quase que hipnotizados pela beleza daquele instante. Aproveitei e tirei uma foto que agora considero uma das mais bonitas da minha coleção. O sol nasceu e seguimos adiante, pois o Pico da Bandeira nos aguardava não muito longe. Quarenta minutos depois de ter chegado ao Pico do Calçado partimos em direção ao Pico da Bandeira.

Namorados no Pico do Calçado

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Trecho 4


No trecho final há basicamente dois grandes obstáculos. Um é um monte no qual se sobe quase que escalando e outro é a subida final já no próprio Pico da Bandeira. Mas ninguém se importa muito com isso quando se está prestes a atingir o 3º maior ponto culminante do Brasil. Quando se dá conta, já é o Pico da Bandeira. Avançamos mais 1,02 km e subimos mais 41 metros. No total caminhamos por 4,4 km em 4 horas o que dá 1,1 km/h.

Veja outras informações sobre o Pico da Bandeira em http://www.teddsantana.com/especial_picodabandeira.html

A Maior de Todas as Viagens

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Caminhada de Amesbury à Stonehenge

Caminhada de Amesbury à Stonehenge, upload feito originalmente por Tedd Santana.

Terça-feira, 22 de Julho de 2008. Em Londres a manhã estava bonita, céu claro e temperatura agradável. Havíamos acordado bem cedo, pois nosso objetivo para aquele dia estava há exatos 123 quilômetros de distância.

Eu e Lucas Vallory embarcamos na estação de metro no Piccadilly Circus com destino à estação de Waterloo, onde pegamos o trem para Salisbury.

Stonehenge é um lugar que ocupa o imaginário das pessoas há muito tempo. Desde criança tenho ouvido falar desse sítio arqueológico e desejava vê-lo com meus próprios olhos. Quando a oportunidade finalmente chegou, quis fazer da melhor forma possível: com uma caminhada pela região – tendo Stonehenge como o ponto alto – de forma que pudesse ver todo o ambiente  e compor uma memória mais completa do lugar.

Em Salisbury embarcamos em um ônibus para Amesbury, onde nossa primeira providência foi visitar um mercado local para adquirir pilhas reserva para o GPS e um mapa detalhado da região. Meu planejamento lançado na memória do GPS teria sido suficiente para cumprirmos todo o percurso mas um mapa poderia enriquecer a experiência.

Iniciamos nossa caminhada por volta das 9h30min. Na saída de Amesbury passamos pela igreja St Mary and St Melor, onde túmulos muito antigos ficam no gramado em frente à igreja. Lembro de ter visto datas do século 19 nas lápides corroídas pelo tempo.

Seguindo adiante cruzamos o Rio Avon por uma ponte que data de 1775. Apesar de ter mais de dois séculos, esta ponte é um bebê quando comparada com Stonehenge com quase cinco mil anos. O Rio Avon é estreito e com águas muito limpas. Alguns patos nadavam nas partes sem correnteza e a calmaria do lugar completava o cenário.

A Grã-Bretanha  tem paisagens bem interessantes nas áreas rurais, além é claro das grandes cidades como Londres. Todo o seu território foi devidamente mapeado pela Ordnance Survey, que é a agência nacional de mapeamento. No mapa Explorer 130 que adquirimos em Amesbury pude identificar muitas trilhas destinados a caminhadas. Os britânicos tem o hábito de fazer caminhadas por todos os lugares, inclusive vi caminhos demarcados até mesmo em Londres. A trilha por onde seguíamos estava bem conservado, sem obstáculos, sinalizada com placas com as inscrições “Footpath only” e “Public footpath” e com pontes bem feitas e conservadas.

Seguindo adiante passamos por diversas fazendas. O curioso é que não vimos ninguém por lá, apesar de ter sido uma terça-feira. Somente quando o caminho cruzou com alguma estrada secundária em Normanton é que víamos um ou outro carro passar. Outro fato interessante é que não se vê terra sem cobertura vegetal. A paisagem se alterna entre matas baixas e plantações.

Depois de um pouco mais de 90 minutos de caminhada, do alto de uma colina em Wilsford, avistamos Stonehenge pela primeira vez. Lá em baixo na planície, a cerca de dois quilômetros, estava o complexo monolítico que tanto desejei visitar. Foi um momento de emoção, pois até então conhecíamos Stonehenge pelas fotos e documentários, mas dali em diante seríamos testemunhas de sua existência.

Descendo a colina passamos pela fazenda Springbottom, que me pareceu ser um haras. Em seus pastos estavam cavalos muito bem tratados e com aparência de serem bem caros. Adiante iniciamos a subida de mais uma colina e, por todos os lados nas plantações estavam túmulos da era do bronze. “The Normanton Down Barrows” fica a um quilômetro ao sul de Stonehenge e é um dos mais importantes cemitérios das eras neolíticas e do bronze em território britânico. Os montes sobre onde foram depositados os corpos são de várias formas, sendo as mais comuns “prato”, “sino” e “disco”. Desde a saída de Amesbury estávamos nos deparando com lugares e coisas cada vez mais antigos.

Cortando a região há duas importantes rodovias: a “A303(T) e a “A344”. Stonehenge fica próximo ao ponto onde elas se tornam uma, mas o acesso se dá pela A344. Como todo ponto turístico por onde passamos na Inglaterra, lá também havia uma ótima infra-estrutura para os visitantes. Um amplo estacionamento, uma loja de souvenir, uma lanchonete e a bilheteria ficam do lado oposto da pista. Assim que se passa pela bilheteria, a travessia pela rodovia se faz por um túnel com toda segurança. Do outro lado, logo próximo à saída do túnel está o tão famoso agrupamento de rochas.

Meses antes de nossa viagem para a Europa, tive a oportunidade de assistir a um documentário da National Geographics onde arqueólogos e outros estudiosos de Stonehenge relataram suas últimas descobertas. O documentário apresentou encenações das possíveis atividades do povo que habitara a região há quase cinco mil anos.

Estando ali tão perto, quase podendo tocar as pedras, toda a história de que vi na NG veio à minha mente. A construção daquele monumento em uma época com tão poucos recursos foi realmente um grande feito. Me fez pensar em como o ser humano se esforça para construir. Mas, na mesma proporção, ele também se esforça para destruir.

Delimitando a área ao redor das pedras por onde visitantes podem passar há uma corda sustentada por bastões a uns 60 centímetros do chão. Isso é tudo que protege as pedras da curiosidade dos turistas. Fico pensando como seria se Stonehenge ficasse no Brasil.

Após um bom tempo fotografando e apreciando o lugar, retomamos nossa caminhada de volta para Amesbury, mas por outro caminho – mais curto. No total foram 13 quilômetros de caminhada e uma experiência que nunca esquecerei.

A trilha e outras informações estão disponíveis no link http://www.everytrail.com/view_trip.php?trip_id=75530 .

O álbum de fotos está disponível em http://www.flickr.com/photos/teddsantana/sets/72157623054617299/

Homenagem

Esta aventura se deu no exato dia do terceiro aniversário da morte de Jean Charles de Menezes, vítima de erro da polícia britânica que o confundiu com um homem bomba e o matou a tiros em uma estação de metro em Londres.

Fica minha homenagem a este brasileiro que se aventurava em Londres em busca de uma vida melhor.

Mais aventuras em http://www.teddsantana.com

Vou de Vélib’

Vélib x 10^10, upload feito originalmente por louistib.

Paris e seus encantos ficam com um gostinho especial quando se vai de um lugar para outro pedalando as versáteis Vélib’s. Este sistema de bicicletas em auto-serviço está disponível desde o verão de 2007 e já se tornou indispensável aos parisienses e turistas. E para aproveitar ao máximo, há um guia da Lonely Planet com diversos itinerários agradáveis e com um mapa destacável com todas as estações Vélib’ e com um índice das ruas.

Na foto de Louis-Thibaud Chambon podemos ver uma dessas estações com suas Vélib’s atracadas.

No link a seguir está disponível um vídeo sobre o tema: http://www.youtube.com/watch?v=r17lpqo-07M

Uma fantástica viagem ao mundo submarino

Em meados de 2008 visitei o London Aquarium e fiz diversas filmagens das criaturas incríveis que estão expostas lá. Peixe Escorpião, peixe Palhaço (Nemo), águas vivas, tubarões, arraias são só alguns exemplos. As imagens são interessantes e as vozes das crianças, encantadas com o que viam, tornam esta experiência mais divertida.

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Mais aventuras em http://www.teddsantana.com

Terceira Viagem à Ibitipoca

Janela do Céu

Janela do Céu

Na terceira viagem à Ibitipoca em julho de 2006, me acompanhou o amigo e irmão Lucas Vallory. Foi sua primeira experiência em acampamento e trilhas. Também nunca havia estado em grutas e muitas outras coisas seriam novidades para ele.

Em Lima Duarte tivemos que esperar da manhã até a tarde pelo ônibus que nos levaria para Conceição de Ibitipoca. Encontramos a Paula, uma paulista que estava na mesma situação. A conversa e os jogos de baralho minimizaram o tédio de esperar pelo ônibus.

Acampamos em uma área de camping dentro do vilarejo de Conceição de Ibitipoca. No primeiro dia não fomos ao parque pois já estava bem tarde. Aproveitamos para conhecer as atrações do vilarejo. Tive a oportunidade de comer um delicioso “pão com linguiça” bem ao estilo mineiro.

No dia seguinte seguimos a pé para o parque. Foram três quilômetros até a portaria e chegamos por volta das 10 horas da manhã. Tivemos a grata surpresa de ver que haviam transformado a cantina em um ótimo restaurante. Então passeamos pelas redondezas até o horário do almoço. Depois de uma farta refeição, começamos nossa subida em direção ao Pico do Peão. Seus 1.720 metros foram atingidos por volta das 13 horas. De lá descemos para a Gruta dos Viajantes.

Mais para o final da tarde estivemos na Ponte de Pedra e mais uma vez pude apreciar os paredões rochosos e a água amarelada correndo pelo vale.

No terceiro dia subimos pela trilha em direção ao Pico do Ibitipoca. Ao passarmos pela entrada da Gruta das Bromélias havia um aviso de a mesma estava interditada para visitas. Depois ficamos sabendo que era devido aos frequentes desabamentos. Desta vez não haveria exploração desta magnífica gruta. Seguimos adiante e passamos pelo Pico do Ibitipoca, descendo pela trilha que leva à Janela do Céu. Chegado lá encontramos um grupo que havia chegado momentos antes. Foi interessante observar a reação deles e do Lucas diante de algo tão pitoresco. A Janela do Céu encanta com suas belezas e o contraste entre algo tão próximo – a lâmina d’água que some cachoeira abaixo – e algo tão longe – o céu pontilhado de nuvens.

Retornamos pelo mesmo caminho e partimos de volta à Vitória no dia seguinte. Para a próxima visita escolherei um período mais úmido, pois a vegetação fica muito exuberante conforme já vi em fotos.

Álbum de fotos: http://bit.ly/1D1UMd
Dicas para visitar Ibitipoca: http://www.teddsantana.com/especial_ibitipoca.html
Relato da primeira viagem: http://wp.me/pFnHp-G
Relato da segunda viagem: http://wp.me/pFnHp-6x

Segunda Viagem à Ibitipoca

Gruta das Bromélias

Gruta das Bromélias

Lá pelo final da década de 90 estive novamente em Ibitipoca. Desta vez me acompanhou Vitor Semblano, irmão de Bruno Semblano que estava na primeira viagem. Como tivemos um tempo maior para os preparativos da viagem, conseguimos vaga no camping dentro do parque. Isso fez toda a diferença. Quem acampa dentro fica livre dos horários de entrada e saída e não precisa andar quilômetros de volta para sua área de camping fora do parque depois que passou o dia inteiro andando pelas trilhas.

Nesta segunda viagem pude selecionar melhor os lugares para visitarmos. Escolhi os que mais gostei na primeira vez e alguns que não havia dado tempo de ver. Como o Vitor estava com muita disposição para andar, conseguimos cobrir tudo. Os destaques ficaram para a Janela do Céu (ou Janela para o Céu) e Gruta das Bromélias. Mas a subida ao Pico do Peão é sempre interessante. Passamos por lá depois que saímos da Gruta dos Viajantes. Enquanto descansávamos, passou por nós um grupo de três ou quatro adolescentes em direção à Gruta dos Viajantes. Já era final de tarde e eles não estavam com lanternas, agasalhos e nem água. Imaginei que não fossem conseguir retornar com luz do dia. E foi o que aconteceu. Já era noite e estávamos de volta ao acampamento quando soubemos que havia um grupo perdido pelos lados do Pico do Peão. O pessoal que estava na lanchonete tentava sinalizar com lanternas para indicar a direção a seguir. O problema é que quem está no Pico do Peão não pode seguir direto para o centro do parque. No meio há um vale cujas trilhas estavam fechadas e onde havia uma gruta com o sugestivo nome de Gruta da Onça. Vou deixar o resto por conta da imaginação de vocês. Como já estava bem frio e sem possibilidade deles retornarem sozinhos, alguns guardas e voluntários partiram para buscá-los. Nós já estávamos dormindo quando eles conseguiram chegar (inteiros), conforme ficamos sabendo no dia seguinte.

Já a Gruta das Bromélias me reservou uma surpresa: um grande desabamento. Confesso que deu um friozinho na barriga quando vi tantas rochas sobre o lugar por onde eu havia passado anos antes. Tirei da cabeça o pensamento de que outro desabamento pode ocorrer a qualquer momento sem aviso e fomos adiante. Pegamos uma das ramificações e seguimos até o seu final. Não precisa dizer que por boa parte do percurso tivemos que nos arrastar por passagens estreitas. Obviamente eu estava na frente e se alguém fosse se entalar esse alguém seria eu. Não tenho certeza mas acho que disse ao Vitor que se eu ficasse agarrado ele deveria voltar e buscar ajuda.

Quem nunca entrou em uma gruta e se embrenhou por passagens estreitas provavelmente não conseguirá ter uma ideia precisa do que se sente numa situação dessas. Não há absolutamente nenhuma luz a não ser a das lanternas. O som exterior não chega lá. Então uma experiência interessante é desligar as lanternas e ficar em silêncio. Acreditem: dá para ouvir seu próprio coração batendo e não se vê nada, mesmo com os olhos arregalados. Isso não dá medo, mas ir adiante se arrastando devagar e com muita dificuldade e pensando que voltar “de ré” deve ser muito mais difícil ainda, isso sim dá muito medo.
Infelizmente os lobos não deram o “ar da graça” desta vez e eu ainda não tenho fotos deles para exibir. Mas o passeio foi dos melhores e deixou gostinho de “quero mais”.

Alguns anos se passariam até que eu retornasse. Mas essa já é outra história.

Álbum de fotos: http://bit.ly/9pkFV
Dicas para visitar Ibitipoca: http://www.tedd.ws/especiais/ibitipoca
Relato da primeira viagem: http://wp.me/pFnHp-G