Sobrevivente
Em outros tempos, esta árvore estava acompanhada de uma mata exuberante no maciço do Forno Grande, em Castelo-ES.
Agora ela reina sozinha na paisagem e seus galhos e folhas contrastam com o azul do céu.
[googlemaps http://maps.google.com.br/?ie=UTF8&ll=-20.501456,-41.126638&spn=0.003387,0.005681&t=k&z=18&vpsrc=6&output=embed&w=425&h=350]
Conheça “El Caminito Del Rey”, na Espanha
El Caminito del Rey é uma passagem cravada nas paredes dos desfiladeiros de Chorro e Gaitanejo, a norte de Málaga, na Espanha.
A construção, concluída em 1905, foi feita enquanto era construída uma hidrelétrica no rio Guadalhorce. Os trabalhadores necessitavam de uma passagem que cruzasse os desfiladeiros para o transporte de materiais, vigilância e manutenção do canal.
Em 1921 o rei Afonso XIII teve que cruzar o ‘Caminito’ para a inauguração da Represa Conde del Guadalhorce, e desde então a rota passou a ser conhecida por seu nome atual.
Entretanto, o abandono e a falta de manutenção fizeram com que a estrutura da estrada ficasse comprometida, causando até o desmoronamento de algumas das etapas. Por esse motivo, El Caminito del Rey é o ponto favorito dos muitos turistas que procuram emoções fortes.
Após a morte de quatro turistas em dois acidentes ocorridos em 1999 e 2000, o governo local fechou as entradas. No entanto, os aventureiros encontram meios de entrar no local.
Fonte: Wikipedia [http://pt.wikipedia.org/wiki/El_Caminito_del_Rey]
[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=y1Nd1qtk1Go]
Incêndio no Parque Nacional do Caparaó chega ao fim
Após quatro dias de combate aos focos de incêndio no Parque Nacional do Caparaó, todas as chamas foram extintas ainda na manhã desta quarta-feira (15). Alguns membros da brigada de incêndio ficarão de protidão na área nas próximas horas para evitar o surgimento de novos focos.
Dados de satélites utilizados pelo monitoramento de queimadas pelo INPE mostram a área finalmente livre dos focos de incêndio. Veja aqui: http://bit.ly/parnacaparao_imgsat
Mais um dia de combate ao incêndio no Parque Nacional do Caparaó
No terceiro dia de combate ao incêndio no Parque Nacional do Caparaó, ainda há focos de fogo concentrados na área próxima ao Rio Claro. Porém as chamas estão sob controle da brigada de incêndio, conforme informado por um funcionário do parque.
A previsão é que os trabalhos durem até amanhã, quando a extinção total das chamas será concluída. A falta de chuvas e a dificuldade de acesso ao local atrapalham os trabalhos da equipe.
Por medida de segurança, o acesso ao parque para visitantes está fechado pelo lado mineiro. Já pelo lado do Espírito Santo está aberto normalmente.
Conforme dados de satélites processados pelo INPE, de ontem para hoje ocorreu uma redução de onze para seis focos de incêndio. Veja na imagem abaixo.
(CLIQUE NA IMAGEM PARA AMPLIAR)
Incêndios devastam áreas no Parque Nacional do Caparaó
O incêndio que teve início na noite de sábado (11) está se espalhando por uma grande área do Parque Nacional do Caparaó. Dezenas de brigadistas estão combatendo o fogo mas enfrentam dificuldades de acesso ao locais montanhosos. Sem receber chuva por um longo tempo a vegetação está altamente inflamável, o que facilita a propagação do fogo. Há relatos de que o incêndio pode ser visto por quem trafega pela BR-262 das proximidades de Martins Soares até a divisa dos estados de Minas Gerais e Espírito Santo.
O proprietário de uma pousada na cidade de Alto Caparaó afirmou, por telefone, que o acesso ao parque foi fechado por medida de segurança. Ele também disse que o fogo atingiu uma região próxima ao Terreirão, uma das áreas de camping do parque.
O sistema de monitoramento de focos de queimadas do INPE – Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, órgão ligado ao Ministério da Ciência e Tecnologia do Governo Federal, mostra onze focos de incêndio registrados nas últimas 24 horas.
(CLIQUE NA IMAGEM PARA AMPLIAR)
RPPN Mata da Serra – Mata Atlântica Preservada
Muito se fala sobre preservação nos tempos atuais. Nas escolas, nos grupos sociais, talvez até mesmo em conversas entre marido e mulher após uma boa relação na cama. O assunto nunca esteve tão em moda. Afinal falar sobre isso não custa nada e até ajuda na mudança dos valores da sociedade. Mudança lenta diga-se de passagem.
Porém muito melhor do que falar é agir em prol desta causa. Mas justo aí está a primeira grande barreira: o que eu posso fazer? Responder esta questão e superar a barreira – de fato – é diferente para cada um de nós. Então não vou aqui dar dicas ou conselhos sobre isso. Pois eu mesmo ainda estou ensaiando a forma ou formas para superar a minha barreira.
No entanto vale conhecer o que outros fizeram e tiveram sucesso, mesmo que as condições que lhes foram favoráveis não sejam as mesmas para você. Não se trata de “copiar” e sim “se inspirar” e acreditar que é possível dar a sua contribuição para a preservação da biodiversidade, dos ecossistemas que são tão importantes para a manutenção da existência de nossa própria espécie neste planeta azul.
Em julho de 2010 visitei a localidade de São Benedito em Vargem Alta, no interior do estado do Espírito Santo. Lá encontrei áreas remanescentes de mata atlântica e muita beleza natural. Era um final de tarde quando cheguei à RPPN Mata da Serra e fiquei encantado com a paisagem: mata densa, riacho, cachoeiras e uma luz avermelhada anunciando o crepúsculo. Saí do carro com minha câmera em punho e dei meus primeiros cliques ali, na estrada mesmo. Somente depois de saciada minha fome por imagens é que entramos no sítio e desembarcamos nossas coisas.
Uma RPPN – Reserva Particular do Patrimônio Natural – é uma unidade de conservação privada, reconhecida pelo poder público, gravada com perpetuidade a partir de um ato voluntário do proprietário da área. Seu objetivo principal é conservar a diversidade biológica. Portanto o proprietário que abre mão da exploração agropecuária ou imobiliária de áreas de matas e cria uma RPPN contribui de forma extremamente importante para a conservação dessas áreas no Brasil.
A RPPN Mata da Serra é o fruto do esforço de dois irmãos – João Luiz Madureira Junior e Luiz Renato Madureira – que fizeram sua parte para preservar 14 hectares de mata nativa garantindo sua existência para as gerações futuras.
Minha estadia no local encerrou-se no dia seguinte, mas não sem antes percorrer diversas trilhas e tirar dezenas de fotografias. Uma experiência gratificante que compartilho com vocês em fotos e vídeo.

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=SB7vnZBUD4A]
Mais informações em http://www.caminhadasetrilhas.com.br/rppnmatadaserra
Veja como chegar em http://bit.ly/d8znZJ (necessário ter o Google Earth Plugin)
Cachoeira do Eloy
Cachoeira do Eloy, upload feito originalmente por Tedd Santana.
Cachoeira no distrito de Jaciguá, município de Vargem Alta, ES – Brasil
Coordenadas:
20º 44′ 20.18″ latitude sul
41º 00′ 49.29″ longitude oeste
Aventura Rio Claro
Eram os últimos metros da caminhada e eu estava prestes a vislumbrar algo bastante incomum. Pulei de pedra em pedra subindo mais alguns metros e lá estava ele: o Poço do Encontro com suas águas límpidas e em cores que variavam entre tons de azul e verde. Foi uma visão incrível. Um verdadeiro troféu para os aventureiros que se embrenharam por estradas de roça, trilhas na mata e pelo leito pedregoso do Rio Claro, na Serra do Caparaó. O caminho havia exigido muito esforço e atenção mas vencemos o desafio de avançar passando por fendas, estreitos, saltando de pedra em pedra e subindo metro a metro.
A aventura teve início um pouco antes da fazenda onde se localiza o Albergue do Cedro. O transporte de Alto Caparaó até ali havia sido feito em veículos 4×4, mas o último trecho da estrada representava risco e tivemos que desembarcar para percorrê-lo a pé. Durante o trajeto havíamos cruzado a divisa entre os estados de Minas Gerais e o Espírito Santo. Então estávamos de volta ao Espírito Santo, mais especificamente no município de Iúna.
Trecho 1

Início: 9h57min - Duração: 22 min - Velocidade média: 2,0 km/h
Um pouco antes das dez horas da manhã iniciamos a caminhada após uma rápida reunião para recebermos as instruções do coordenador João Luiz Madureira e do proprietário Rogério Morineau. Estávamos a 997 metros de altitude com uma bela vista da serra. O trecho de pouco mais de 700 metros nos elevou a quase 86 metros e serviu de aquecimento para a trilha que viria em seguida.
Trecho 2

Início: 10h18min - Duração: 23 min - Velocidade média: 0,7 km/h
O segundo trecho foi mais lento pois fizemos algumas paradas para conhecer a infraestrutura do local. Visitamos o Albergue do Cedro, passamos próximo ao apiário e conhecemos uma pequena usina que fornece energia para a fazenda utilizando as águas do Rio Claro. No final a trilha ficou mais difícil e culminou com uma travessia no rio. Foi o nosso primeiro contato com aquele que seria nosso companheiro por um bom tempo e nos proporcionaria belas paisagens – o Rio Claro.
A Serra do Caparaó estende-se entre os estados de ES e MG no sentido norte-sul, estando sua maior parte no Espírito Santo. O Rio Claro localiza-se na porção noroeste e deságua no Rio José Pedro, que serve de divisa natural entre os dois estados. O leito do rio foi escavado durante milhares de anos e agora a água corre por entre as pedras quase sem trechos planos. O seu caminho natural é uma sucessão de rochas de diversos tamanhos, com o fundo forrado de cascalhos e cercado por uma exuberante mata.
Trecho 3

Início: 10h41min - Duração: 1 h, 18 min - Velocidade média: 0,9 km/h
Caminhar por entre as pedras, saltando e tendo que se agarrar em alguns pontos para conseguir avançar não é muito fácil. Mas isso foi o melhor tempero para nossa aventura e mostrou como é forte o companheirismo e a solidariedade entre os participantes. Sempre que alguém tinha dificuldades para superar um obstáculo aparecia uma mão amiga disposta a puxá-lo em segurança. Tênis destruído e picada de abelha? Logo aparecia uma fita adesiva e uma pomada para aliviar a dor.
Algumas pessoas mais corajosas aproveitaram os inúmeros represamentos naturais para nadar e mergulhar. A água fria parecia não ter efeito sobre eles. Outros preferiam fotografar e ser fotografados junto à tanta beleza natural. A cada passo descobríamos novos elementos daquele cenário fantástico.
Quando alcançamos o Poço do Encontro já a 1.125 metros de altitude fizemos uma longa parada para o descanso. Enquanto isso nosso lanche era preparado no local mesmo. Como era de se esperar apareceram os “sem-medo-de-água-fria” para mergulhar no poço a partir das rochas em sua margem, algumas a mais de seis metros de altura. Enquanto isso outros estavam descansando, conversando ou fotografando o local. Após o lanche nos despedimos do Rio Claro e partimos para mais uma trilha de mata.
Trecho 4

Início: 13h32min - Duração: 11 min - Velocidade média: 1,1 km/h
A trilha foi por uma mata bem fechada e com uma boa subida. Isso serviu como nosso reaquecimento após a parada no Poço do Encontro. No início passamos por uma belíssima cachoeira e no final estávamos em uma casa de fazenda aparentemente sem moradores.
Trecho 5

Início: 13h43min - Duração: 46 min - Velocidade média: 3 km/h
Uma estrada nos conduziu de volta ao ponto de partida. No caminho passamos por plantações de café, nascentes d’água, flores, animais de fazenda e outros elementos que tornam tão agradáveis caminhadas por estes lugares. O trecho foi quase que totalmente de descida e os mais apressadinhos já falavam sobre o churrasco e a música ao vivo que nos aguardavam em Alto Caparaó. Mas esta já é outra história…
Todas as informações sobre esta aventura, fotos, vídeos e mapas podem ser vistas em http://www.teddsantana.com/aventura_rio_claro.html
Aventura na região do Forno Grande
No domingo, 23 de Maio de 2010, às 4 h e 45 minutos da madrugada, embarquei no carro do fotógrafo J. Benincá com destino a uma das melhores aventuras dos últimos meses – uma caminhada nas trilhas da região do Forno Grande, em Castelo – ES.
Acordar tão cedo sempre é difícil e precisei de uma boa dose de determinação para sair da cama. Para não correr o risco de deixar nada para trás, preparei minha mochila com os equipamentos e outros itens necessários na véspera. Então quando acordei de madrugada foi só tomar banho, me vestir e tomar o café da manhã.
Saindo da Grande Vitória, pegamos a BR 262 em direção à Venda Nova do Imigrante. Mas nosso destino era outro e após uma parada para um café da manhã decente em Pedra Azul, pegamos uma estrada saindo da BR 262 à esquerda com destino ao Caxixe.
Logo estávamos em uma estrada de terra e subindo cada vez mais. O dia já havia clareado e fizemos algumas paradas para fotografar as paisagens. A estrada estava em boas condições e avançamos rápido. Porém como eu ainda não conhecia a região e não consegui nenhuma informação de localização geográfica de nosso destino, não pude preparar um roteiro no GPS. Volta e meia tivemos que pedir informações aos moradores do local para conseguir chegar à Fazenda Sossego.
O local escolhido como ponto de encontro foi uma agradável surpresa. Localizada a 1.125 metros de altitude, nas coordenadas 20°29’5.21″ de latitude Sul e 41° 6’35.01″ de longitude Oeste, a propriedade está preparada para turismo rural e conta com hospedagem do tipo “Cama & Café”, área arborizada com mesas e bancos, um galpão com um fogão à lenha, mesas e cadeiras, banheiros, bica d’água e uma paisagem deslumbrante. No local também se fabrica queijos.
Já havia algumas pessoas aguardando para participar do evento, mas o grupo principal de Cachoeiro de Itapemirim ainda estava a caminho. Aproveitei o tempo livre para fotografar algumas coisas que achei legais.
O café da manhã foi servido, o pessoal de Cachoeiro havia chegado e lá estava eu tomando o terceiro café da manhã do dia. Havia muita animação, pessoas dispostas para a aventura e até algumas crianças. O coordenador do evento, João Luiz pediu que nos juntássemos para ouvir as informações importantes e também apresentar a proprietária da fazenda, dona Maria Rita Casagrande. Em seguida saímos para a grande aventura.
Trecho 1

Início: 8h46min – Duração: 1 h, 18 min – Velocidade média: 3,0 km/h
No início pegamos uma estrada de chão em boas condições, mas poucos quilômetros adiante já estávamos subindo por uma laje de pedra, o que exigiu algum esforço da turma. A cada quilômetro subíamos cada vez mais e a estrada se transformou em uma trilha. A paisagem era uma sucessão de coisas interessantes: lagoas, casas de madeira antigas e abandonadas, fazendas, matas, montanhas, nuvens baixas, neblina, chuva, ou seja, o melhor tempero para uma aventura.
Algumas crianças não tiveram fôlego para prosseguir e retornaram com sua mãe tranquilamente para a fazenda Sossego. Já tinham se aventurado bastante por um dia. Os demais seguiam tranquilamente aproveitado para fotografar tudo o que era interessante.
Após 3,6 quilômetros atingimos um dos pontos mais altos do trajeto: 1.471 metros. Considerando como base a altitude da fazenda em nosso ponto de partida, havíamos subido 346 metros. Como referência, isso é a metade da subida do acampamento Casa Queimada até o Pico da Bandeira pelo lado do Espírito Santo.
Trecho 2

Início: 10h04min – Duração: 40 min – Velocidade média: 2,0 km/h
Com mais um trecho curto chegamos ao local das Oito Cruzes. Eu havia ouvido falar em sete, mas contei cinco agrupadas ao pé da pedra e mais três afastadas. As cruzes são de madeira e tem aproximadamente dez metros de altura. Foram levadas pelos moradores da região em algum rito religioso. Ficou claro que o esforço necessário para tal feito é considerável.
No local enfrentamos as nuvens que teimavam em encobrir a paisagem. Mas em alguns momentos tivemos aberturas que permitiram fotografar e filmar. Aproveitamos também para descansar e curtir o momento.
Trecho 3

Início: 10h43min – Duração: 33 min – Velocidade média: 3,0 Km/h
Em seguida retornamos pela mesma trilha até um ponto onde pegamos uma nova trilha que nos levou ao ponto mais elevado em nosso trajeto. Um último esforço de subida para transpor a colina e estávamos em seu topo com vista para o local das Oito Cruzes. Tivemos que cruzar uma cerca de arame farpado, o que foi fácil pois vários colegas se prontificaram em espaçar os fios para os demais não se arranharem neles.
Trecho 4

Início: 11h16min – Duração: 59 min – Velocidade média: 2,0 km/h
No início desse trecho alcançamos uma área com vegetação bastante densa. Caminhamos pela mata até sairmos em um descampado com enormes pedras que se destacavam no cenário. A turma aproveitou para mais uma rodada de fotografias.
Mais alguns metros e chegamos ao Pico do Cruzeiro. Conforme me explicaram, o cruzeiro foi fixado naquele lugar na década de 50. Lá de cima avista-se todo o Caxixe, mas devido à densa cobertura de nuvens não vimos nada lá em baixo e sim um mar de nuvens abaixo de nossa posição e a perder de vista. Foi mais um dos momentos espetaculares dessa aventura.
Trecho 5

Início: 12h14min – Duração: 1 h, 16 min – Velocidade média: 3,0 Km/h
No retorno pegamos uma nova trilha que descia diretamente da colina com áreas de grama, pedras e alguns pontos alagados. Alguns aventureiros menos cuidadosos escorregaram e caíram. Felizmente nenhum ferimento. Só diversão.
Já no trecho de estrada aproveitei para andar mais rápido e poder chegar logo na fazenda. Afinal havia um almoço nos esperando e eu estava faminto. No total percorremos 11,9 km em 4 h e 44 min com velocidade média de 3 km/h
A aventura naquele lugar foi melhor do que eu esperava. Já penso em voltar lá com o tempo mais aberto para tirar outra leva de fotos e me divertir bastante.
Todas as informações, fotos, vídeos e mapas podem ser vistas em http://www.teddsantana.com/aventura_forno_grande.html
Terceira Subida ao Pico da Bandeira
Sábado, 26 de setembro de 2009. Céu limpo, temperatura agradável e cinco aventureiros a bordo de um carro com destino ao Parque Nacional do Caparaó. A viagem já foi uma aventura por si só com direito a atoleiro e uma a visão maravilhosa da serra do Caparaó com o Pico da Bandeira se destacando.
Chegamos ao parque já no início da noite e com a temperatura caindo bastante. Agasalhos vestidos e acampamento montado foi a hora de preparar o rango para garantir as calorias para a subida da madrugada que vinha. Isso tudo a luz de lanternas ou no escuro mesmo, como convinha a cada um. Por ser veterano nessa subida eu já sabia exatamente como seria o dia seguinte. Já Francisco, Aileen, Henrique e Everton eram só empolgação e aquela ansiedade que o desconhecido gera. Fomos dormir sabendo que logo no início da madrugada teríamos que acordar, se quiséssemos ver o sol nascer sentados no Pico da Bandeira.
[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=GNmJbnX9dLM]
[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=GlI_mg-sjXo]
Uma e meia da manhã. Frio, muito frio. Por um instante reluto em abandonar meu saco de dormir. Mas foi só por um instante. Me aprontei dentro da barraca para não ter que encarar um frio maior ainda do lado de fora. Roupas e agasalhos, luvas e gorro e eu estava pronto para sair e incentivar os outros a fazer o mesmo.
Trecho 1

Os preparativos para a saída demoraram um pouco mais do que eu havia previsto e somente às 2 horas e 28 minutos nos embrenhamos pela trilha que deixa o acampamento da Casa Queimada e sobe em direção à Pedra das Duas irmãs. Apesar de ser um trecho curto, a subida logo no início enquanto nossos corpos ainda não se adaptaram à caminhada torna-se exaustiva. Depois de várias paradas para normalizar a respiração ofegante e tirar alguns itens de vestimenta chegamos ao ponto próximo da Pedra das duas Irmãs onde a trilha vira para a esquerda e o terreno fica quase plano. Foram 45 minutos para andar 1,1 km e subir 234 metros.
Dica
Um dos erros mais comuns dos novatos é permanecer com toda a roupa que vestiram antes de sair durante a caminhada na trilha. No início a temperatura corporal está um pouco mais baixa e o frio precisava ser controlado. Porém, durante a caminhada a temperatura corporal aumenta e o corpo começa a produzir suor para resfriá-lo. Nesta situação o excesso de roupas causa dois problemas: impede que a temperatura corporal baixe e faz com que o suor produzido fique acumulado. Durante paradas mais longas ou no final do trajeto as roupas úmidas farão com que o calor do corpo se perca rapidamente para o ambiente. Em casos extremos pode levar à hipotermia. É muito importante manter suas roupas secas o tempo todo.
Trecho 2

No trecho seguinte alcançamos velocidades de até 5 km/h e recuperamos parte do tempo gasto no trecho anterior. Mas o percurso foi curto e rapidamente chegamos a outro trecho mais íngreme. Conseguimos avançar mais 1,3 km mas subimos apenas 158 metros.
Trecho 3

Os primeiros sinais do nascer do dia já podiam ser vistos à leste enquanto percorríamos o penúltimo e mais íngreme trecho. A trilha também ficara mais perigosa e tivemos que aumentar nossa atenção aos obstáculos no caminho. Ao final estávamos no Pico do Calçado e o sol iria nascer em poucos minutos. Foi mais 1,03 km de avanço, 264 metros de subida e 2 horas e meia de duração total. O tempo não seria suficiente para chegarmos ao Pico da Bandeira então optamos por esperar o nascer do sol ali mesmo. A turma estava fascinada com a paisagem, o mar de nuvens e o risco avermelhado na linha do horizonte. Em um certo momento Francisco e Aileen, que são namorados, estavam juntinhos e imóveis, quase que hipnotizados pela beleza daquele instante. Aproveitei e tirei uma foto que agora considero uma das mais bonitas da minha coleção. O sol nasceu e seguimos adiante, pois o Pico da Bandeira nos aguardava não muito longe. Quarenta minutos depois de ter chegado ao Pico do Calçado partimos em direção ao Pico da Bandeira.
[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=cXJ_zJAiDgA]
Trecho 4

No trecho final há basicamente dois grandes obstáculos. Um é um monte no qual se sobe quase que escalando e outro é a subida final já no próprio Pico da Bandeira. Mas ninguém se importa muito com isso quando se está prestes a atingir o 3º maior ponto culminante do Brasil. Quando se dá conta, já é o Pico da Bandeira. Avançamos mais 1,02 km e subimos mais 41 metros. No total caminhamos por 4,4 km em 4 horas o que dá 1,1 km/h.
Veja outras informações sobre o Pico da Bandeira em http://www.teddsantana.com/especial_picodabandeira.html







